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Prefeitura realiza 5ª formação continuada de professores em parceria com a UFPB

A educação inclusiva é o tema central da 5ª Formação Continuada dos Anos Finais voltada para a capacitação de mais de mil professores da Rede Munic...

Por: Redação Notícia PB Fonte: Prefeitura de João Pessoa - PB
01/08/2025 às 17h40
Prefeitura realiza 5ª formação continuada de professores em parceria com a UFPB
Foto: Reprodução/Prefeitura de João Pessoa - PB

A educação inclusiva é o tema central da 5ª Formação Continuada dos Anos Finais voltada para a capacitação de mais de mil professores da Rede Municipal de Ensino de João Pessoa. Essa formação está sendo realizada, desde 2024, a partir de uma parceria entre a Prefeitura Municipal, por meio da Secretaria da Educação e Cultura (Sedec), com a Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Nesta sexta-feira (1), foi encerrado mais um ciclo de trabalho com a formação dos professores de Arte.

Foto: Reprodução/Prefeitura de João Pessoa - PB
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“O nosso objetivo é atender professores que atuam nos nove componentes dos anos finais, que compreendem do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental. Nós estamos com essa formação desde 2024, onde já foram trabalhados vários temas relacionados à prática docente, como planejamento, avaliação, e agora o tema abordado é a educação inclusiva”, explica Maria José Candido Barbosa, chefe da Divisão de Anos Finais da Sedec.

A formação continuada foi iniciada no dia 28 de julho com professores de geografia, história, ciências, educação física, língua portuguesa, língua inglesa, matemática, ensino religioso e, encerrando o ciclo essa semana com os professores de artes. Maria José Barbosa explica que na perspectiva da educação inclusiva foram trabalhadas as práticas e estratégias didáticas metodológicas para incluir os alunos.

“Não só os alunos com deficiência, mas também aqueles que normalmente não estão previstos nas práticas didáticas metodológicas, como aqueles que estão fora da faixa, aqueles relacionados às questões da população negra no Brasil, trans, entre outros”, elencou.

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O professor de Psicologia da Educação da UFPB, Saimonton Tinoco, é um dos formadores. Ele considera de suma importância essa formação porque discute as dimensões envolvidas na inclusão escolar. “Inclusão escolar é um fenômeno complexo, que não há só um entendimento. Embora haja leis e várias regulamentações nacionais, as formas dessa inclusão acontecer é diferenciada a depender de cada contexto. Então, é importante que os professores reflitam sobre essas dimensões e que cada um possa, a partir disso, pensar o seu trabalho”, explica.

Renato Gomes, professor de Artes da Escola Municipal Deputado Joacil de Brito Pereira, em Gramame, fala sobre a formação. “Para mim, as formações continuadas são de grande importância. Às vezes a gente está atolado em uma rotina de trabalho, com diversas coisas para fazer e não tem tanto tempo para se atualizar sobre determinados assuntos. Então, a formação traz sempre temáticas diferentes para a gente refletir. Esse tema sobre a inclusão traz reflexão como se de fato a gente está sendo inclusivo ou não, o que é de fato inclusivo? Então, a gente vem se informando e ganhando mais recursos pedagógicos para a sala de aula”, falou.

Ele argumenta que nessas formações têm a possibilidade de trocar experiências. “Eu trabalho mais com música, e dentro dessa área, muitos alunos se soltam, outros não. E aqui na formação, a gente tem contato com o pessoal que é de artes visuais, que é de teatro, de dança, e a gente acaba trocando essas figurinhas. Como eu posso usar esses recursos de outras áreas com essas crianças? É muito boa essa troca”, elogiou.

Foto: Reprodução/Prefeitura de João Pessoa - PB
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Renato conta que certa vez fez uma atividade de música com os meninos, onde eles deveriam replicar sons de uma cena específica de um filme. “Temos uma criança autista, nível 3, não verbal, que tem um grande problema com o tato. Então, ele não gostava de pegar em lápis, giz de cera (…). Ele só gostava de determinadas texturas. Ele tocou um instrumento e pegou pra tocar, o pau de chuva. Aquela texturinha específica foi muito legal pra ele. Então, um aluno que não participava, foi e tocou, tocou no tempo dele e participou da atividade”, concluiu.

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